domingo, 6 de dezembro de 2009
Dois em um????
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Como fazer cruzamento industrial
O cruzamento entre raças, ou heterozigose, busca gerar heterose, ou vigor híbrido, para um grupo de características comercialmente importantes, particularmente de reprodução e sobrevivência. A heterozigose permite que a produtividade dos cruzados exceda a produtividade das raças-base.
É muito desejavel manter a heterozigose alta, produzida somente através do cruzamento entre raças em rebanhos comerciais. A heterozigose para qualquer característica é gerada a partir de um cruzamento de raças que diferem na frequência dos genes que controlam a característica - quanto maior a diferen~ça na frequência dos genes, maior a heterozigose no animal cruzado.
- OS GRUPOS RACIAIS:
- ZEBUÍNOS: caracterizam-se pela adaptação ao calor dos trópicos, são extremamente rústicos com alta resistência a ecto e endoparasitas. Nelore, Gir, Guzerá, Tabapuã e Brahman são exemplos desse grupo.
- TAURINOS BRITANICOS: São produtores de carne. Alta velocidade de crescimento, precocidade sexual, fertilidade e qualidade de carne. Aberdeen Angus, Red Angus, Hereford, Devon, Red Poll e Shorthorn são os europeus britânicos mais utilizados.
- TAURINOS CONTINENTAIS: também produtores de carne de qualidade, elevado peso ao nascer, alto rendimento de carcaça e menor porcentagem de gordura. Limousin, Charolês, Simental, Belgian Blue, Marchigiana são raças exemplares desse grupo.
- TAURINOS ADAPTADOS: evoluíram em regiões tropicais. São animais de maior resistência ao calor e rusticidade. Tem potencial de crescimento mais baixo devido a menor exigência na alimentação. Exemplares dos taurinos adaptados são: Bosmara, Caracu e Senepol.
- RAÇAS SINTÉTICAS E COMPOSTAS: a sintética é formada por duas raças com grau de sangue fixado, visando manter bons níveis de heterose e adaptabilidade. Já os compostos são formados por três ou mais raças. No Brasil, as raças compostas mais usadas são Canchim, Braford, Brangus, Simbrasil, Stabilizer, Beefmaster e Montana.
- TIPOS DE CRUZAMENTO:
- CRUZAMENTO TERMINAL COM DUAS RAÇAS: um touro taurino continental com uma matriz zebuína. A geração F1 desse cruzamento é destinada ao abate. Esse cruzamento possibilita 100% de heterose nos produtos, elevado potencial de crescimento e simplicidade na execução e flexibilidade do sistema.
- CRUZAMENTO TERMINAL COM TRÊS RAÇAS: engloba o acasalamento de um taurino britânico com uma matriz zebu. A progênie é destinada a reprocução. Assim, a matriz F1 é cruzada com uma terceira raça e todos os produtos dessa união são destinados ao abate. Como terceira raça são indicados taurinos adaptados ou raças bimestiças como o Canchim, Simbrasil ou Santa Gertrudis.
- CRUZAMENTO ROTACIONAL: nesse sistema, são utilizados duas ou mais raças, alternadas entre gerações. Esse cruzamento é ideal para os criadores que desejam usar as fêmeas produtos do cruzamento para reprodução. O objetivo é o abate dos machos e a reposição das matrizes com as fêmeas obtidas no cruzamento. As raças indicadas são o Angus, Hereford, Devon ou Senepol.
No sistema rotacional com três raças, também denominado TRICROSS, duas raças são acasaladas e as fêmeas resultantes são mantidas como reposição e acasaladas com uma terceira raça não relacionada com as raças utilizadas anteriormente. Dessa forma preservam-se as mesmas características maternais do primeiro cruzamento.
domingo, 8 de novembro de 2009
O problema da consanguinidade:
O tamanho efetivo mede a diversidade genética de uma população, sendo desejável acima de 100. No estudo de Faria et al., 2002, com dados de animais nascidos entre 1994 e 1998 registrados na ABCZ, apenas o Nelore Mocho e o Guzerá, com tamanhos efetivos de 124 e 117, respectivamente, se encontram em situação "confortável". As demais, mesmo as numerosaas, apresentaram tamanho efetivo abaixo do desejável: Nelore = 68, Gir = 45, Gor mocho = 24, Indubrasil = 41, Tabapuã = 54, Sindi = 9. Nos EUA, o tamanho efetivo da população Hereford em 2001 era 85, a consanguinidade média era 9,8% e 95% dos indivíduos eram consanguíneos. Na Irlanda, o tamtanho efetivo da Holstein era 75, da Hereford 64 e da Simental 127.
Além da perda da variabilidade genética, efeitos deletérios da consanguinidade (depressão endogâmica) em diversas características de importância econômica são amplamente relatados, particularmente nas ligadas a fertilidade e sobrevivência. Efeitos desfavoráveis consistentes são citados em crescimento, produção de leite, proteína, contagem de células somáticas, incidência de mamite, idade aoprimeiro parto, intervalo de partos, dias de vida produtiva, taxas de concepção e parição, partos distócicos e prematuros, lucro na vida, etc.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Sêmen reverso: tecnologia a favor do melhoramento genético
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Novo Recorde Mundial da Vaca Girolando
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Escores Visuais.
- Conformação: intimamente ligado ao tamanho corporal do animal;
- Precocidade: chegar a um acabamento mínimo de carcaça com menor peso vivo possível, ou seja, preferir animais profundos e grossos aos leves e compridos. Aqui observa-se a inserção da cauda, a maça do peito, a linha do dorso e o costado;
- Musculatura: levam em conta volume, forma e disposição das massas musculares, especialmente do posterior. Observa-se pontos como: antebraço, paleta, lombo, garupa.
- Umbigo: o escore para o umbigo é avaliado individualmente de 1 a 5. Umbigos muito pendulosos classificam-se em 5 (não desejável pois podem "raspá-los" nas forrageiras), umbigos colados no corpo classificam-se em 1 (desejável).
A conformação, precocidade e musculatura são usadas para idade ao primeiro parto para novilhas, já para machos são importantes para maior qualidade e rendimento de carcaça, agregando assim maior valor economico a carne produzida.
Para avaliação (feita por 3 técnicos treinados afim de minimizar os erros tendenciosos), é necessário eleger o animal nota 1, nota 3 e nota 5, estabelecendo parametros de avaliação. Após avaliados, separam-se os animais em lotes de acordo com o escore corporal, essa separação é benéfica pois o manejo é apropriado a cada condição corporal.
Finalizada a avaliação, os dados são processados e posteriormente transformados em DEPs (Diferença Esperada de Progênie), ferramenta genética utilizada como critério de comparação entre dois animais (reprodutores), para uma mesma característica (por exemplo, peso ao nascer).
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Duas décadas de Girolando...
A tabela abaixo mostra a evolução dos índices zootécnicos do rebanho girolando.

sábado, 3 de outubro de 2009
Novas Raças
Fonte: AG, A Revista do Criador - Setembro/2009
sábado, 26 de setembro de 2009
Comparação de simulação de Rentabilidade Leiteira entre o uso de I.A. e monta natural.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Pesquida de seleção de precocidade em Guzerá
A seleção baseada para precocidade em dias para ganhar 160kg favorece touros que produzem progênie com desempenho superior e menos variável e a padronização deste critério com base no grupo de contemporâneos melhora sua eficiência. A pesquisa demonstrou que o ganho médio diário na pré-desmama e precocidade em dias para ganhar 160 kg apresentaram alta correlação genética, indicando que ambas as características respondem à seleção para a precocidade de crescimento.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Desenvolvimento da raça Canchim
Foram selecionados os animais “bimestiços” 5/8 Charolês – 3/8 Zebu, cujos animais apresentavam precocidade, ótima conformação para corte, resistência ao calor e a parasitos e uniformidade de pelagem.
O gado Canchim apresenta excelente eficiência reprodutiva quando criado em ambiente adequado. A habilidade materna apresenta-se como sendo muito boa; as vacas produzem leite em quantidade suficiente e desmamam bezerros bem desenvolvidos. O desenvolvimento ponderal em confinamento é excelente e muito bom em regime exclusivo de pasto. Quanto a resistência a parasitos o gado Canchim tem mostrado boa resistência ao carrapato. Obviamente esse potencial é obtido quando o gado é bem manejado.
Em comparação à raça Nelore, fêmeas da raça Canchim apresentam menores idades ao primeiro cio, primeiro parto e maturidade sexual. Machos da raça Canchim atingem a puberdade, em média, aos 15,2 meses de idade e apresentam circunferência escrotal de 29,8 cm aos 24 meses de idade e de 31,2 cm aos 30 meses de idade, quando criados em regime de pasto. Em comparação à raça Nelore, touros da raça Canchim apresentam maiores circunferência escrotal, libido e capacidade de serviço, menor tempo de reação e mesma qualidade do sêmen, aos 27 e 39 meses de idade.
Em regime de confinamento, machos da raça Canchim ganham de 0,876 a 1,901 kg de peso por dia, dependendo da idade e da ração fornecida. A pasto, animais machos e fêmeas pesam, em média, 228, 291, 361 e 408 kg aos 12, 18, 24 e 30 meses de idade, respectivamente.
Em comparação à raça Nelore em regime de pasto, animais da raça Canchim pesam mais aos 30 meses de idade ( 488 vs 450 kg para machos e 430 vs 377 kg para fêmeas). Apesar do bom desenvolvimento as vacas da raça Canchim não são excessivamente pesadas à maturidade, 472 kg.
O melhoramento da raça Canchim é feito por meio de seleção de animais superiores para determinadas características. A escolha das características a serem selecionadas, isto é, os critérios de seleção, vai depender do valor econômico das mesmas e das suas estimativas de parâmetros de população (herdabilidades e correlações genéticas e fenotípicas).
O criador deve escolher características importantes que respondem à seleção. A importância das características é definida quando o criador decide para que e para quem ele vai selecionar. Os parâmetros de população indicam a resposta esperada à seleção e o método de seleção a ser utilizado.

